As minhas Princesas

09/02/2008

Life's' a party


Life's' a party
Originally uploaded by Pink Pink
Por aqui a vida social começa mesmo muito cedo. Segundo me parece, em simultâneo com a vida escolar.
Os pais têem a obrigatoriedade de tratar do assunto, caso não o façam são colocados de lado pelos outros pais, hehe acreditem que sim, Passo a explicar.
Desde o primeiro dia de escola (em Setembro) até ao ultimo (no final de Julho) é raro o fim de semana em que não há uma festa de anos.
Não sei como é em Portugal, mas aqui as festas de anos são autênticos eventos sociais para os pequenos. Há sempre a possibilidade de escapar a uma ou outra, mas mais do que isso é levado muito a mal por pais e consequentemente pelos filhos.
Se uma criança não comparecer às festas de fim de semana, os outros começam a não a considerar do grupo (na escola) e os pais deixam de perceber que nós existimos. Eu não sabia de nada. Francamente gosto de passar o fim de semana TODO em familia, a passear, ou mesmo reclusa em minha casa. O ano passado vi um pouco as consequências de ter ido a duas festas durante o ano inteiro. Este ano está a ser diferente, já sei e ja vamos a quase todas. Com a consequência de deixar de ter o sábado por nossa conta.
Hoje reparei que este ano as mãezinhas estão igualmente a aproveitar as festas para depositar os filhotes e bye bye que aqui vou eu. Deixam os filhos com 4/5 anos na festa sózinhos, a cargo dos pais do aniversariante e vão à sua vidinha...desculpem, eu sou muito galinha mesmo, ou elas estao a ser "aproveitar a ocasião"? Os miudos largam a "franga", claro. Com esta idade nao se concentram ainda muito tempo numa so brincadeira e às tantas andavam a correr os quartos todos da casa do miudo, por cima das cama, etc...
Sinceramente hoje senti-me mal, era a unica mãe, na festa.... Raios!

8 comentários:

Anónimo disse...

:)))
aqui é normal os pais "depositarem" a criança do/a aniversariante e muitas vezes deixam-nos no dia do aniversário para a festa e a estadia estende-se para o dia seguinte e só são recolhidos ao almoço.

Eu não estranho muito que as minhas festinhas de aniversário mesmo em pequenina eram assim; tinhamos a casa cheia de miudos e os meus pais eram os únicos pais e só víamos os pais deles quando os iam entregar e quando os iam buscar e alguns ficavam lá a dormir; o mesmo quando era o aniversário de uma amiga minha da primária ou da irmã mais nova dela, juntava-se um grupinho na casa delas e algumas de nós ficávamos por lá a dormir. Ambas as situações nos meus 4/5 anos e durante a minha infância foi assim.

Mas, sou da opinião que "mãe é que sabe" e se tu achas que deves ficar , então deves. E sim, em muitos casos muitas das outras aproveitam-se da ocasião ;-)

Sofia Quintela disse...

Xiii... e os pais do aniversariante conseguem dar conta do recado com tanta criança???
Bolas, iss para mim é um bocado estranho, ter que ir a todas as festas??? Quase todos os fins de semana??? credo, no no no!!!

Unknown disse...

Pois, no no no dizia eu tambem, mas realmente estava a prejudicar a minha filhota....agora digo "que remedio. Ela diverte-se imenso, mas eu nao deixo de sentir que tenho o "dever de". Os pais la se foram orientando, como puderam, coitados. Os putos chegaram a uma altura que ja estavam a ficar com a neura, quase todos. A festa acabava as 18h, eu sai as 18h05 e so ainda tinha chegado uma mae... E mais, no nosso tempo nos iamos e ficavamos, mas os nossos pais conheciam-se. Aqui nao ha muito mais do que um bom dia, boa tarde a porta da escola. Tu nao sabes quem sao as pessoas, como sao, nada.

Orquídea disse...

Eu estou como a Farruska. Como também era assim e já sou do tempo em que os meus pais mal conheciam os pais dos meus colegas de turma... se bem que também não havia festas todos os fins-de-semana...

Acho que vai de cada família e da maneira decidem as coisas. Eu cá hoje que cada vez se protege demasiado as crianças e depois elas não se sabem "desenrascar" mas pronto isso sou eu que penso assim...

Unknown disse...

Sabes Orquidea, tenho pensado exactamentw no que referiste. Mas hoje... Linda, hoje ha cada vez mais malucos, hoje ouves falar constantemente de crianças que desaparecem a torto e a direito, de crianças que ficaram com pessoas amigas e o cao da familia a matou...muitas vezes, aqui ouço casos e casos, com alguma frequencia. Isto deixa-nos a pensar, mas afinal o que e fazer bem a minha filha? O que e de facto ajuda-la, o que e coloca-la num ambiente saudavel e sim, sim seguro.

Orquídea disse...

Pois Silvia eu não sei se agora acontece mais ou se é muito mais badalado ou exagerado. Mas olha o que eu vejo é que toda esta protecção que eu acho exagerada começou com uma geração antes da tua. Aquela que tem agora filhos adolescentes... e se queres que te diga estão muito mas muito pior que a minha. Honestamente não creio que seja a estar sempre por perto que se protege os filhos mas a dar-lhes "armas" para se defenderem. Mas se calhar foi mesmo da forma como eu fui educada. Desde pequena que fui alertada pra todas essas coisas más.

Sim eu já tinha de ser cuidadosa para não cair em más lençóis... Eu não disse isto muitas vezes e pouca gente que não seja privada sabe mas eu podia muito bem ter sido um caso semelhante ao Rui Pedro... apenas tive sorte... ou então tive engenho... não sei um pouco das duas talvez... mas se dos se's não reza a história...

Acredita... do ponto de vista de alguém que ainda não é mãe mas que teve uma boa mãe te digo... "ensina-a a pescar" porque nunca é cedo. Eu compreendo que deve ser complicado de ter filhos pequenos numa altura como a que vivemos mas pensa antes assim... pelo menos agora sabemos mais ou menos o que se passa e podes dar armas melhores aos teus ;-)

Anónimo disse...

hm uma adenda ao que escrevi para não ser mal interpretada :)

os meus pais conheciam os pais dos meus coleguinhas de escola mas não todos claro, só do meu grupinho (andar nas freiras dá nisto: grupinhos logo aos 5 anos); até aos 5 anos andei bastante à vontade inclusivé nas festas de aniversário até altas horas da noite, principalmente porque era quase tudo no bairro onde morávamos.
Mas os tempos eram outros, embora houvesse problemas não havia tanta necessidade de estar a olhar para trás do ombro ou de ficar com o coração nas mãos ...
Não se pode obviamente proteger para sempre e até é bom deixar dar algumas "cabeçadas" mas diria cabeçadas da criança, não cabeçadas à criança. E disitinguir isso, só "mamãe qui sabi"

)0( disse...

Bem.. nem sei o que te diga! Isso deve ser uma confusão com tanta criança endiabrada!! :)
Quanto muito, acho que os pais deviam ficar um pouco por lá e conhecerem-se melhor. E não abusarem da hospitalidade dos anfitriões, claro.

Beijos e boa semana